Pois é...comigo é assim: não vejo a hora de chegar o dia 02 de janeiro do novo ano!
Há 25 anos atrás, era um dos períodos que mais apreciava; cuidava de cada detalhe, com esmero. Queria tudo brilhando, decorado, com cara de Natal!
Colocava luzes em tudo: dentro e fora de casa!
Era um momento de alegria, de união com meus filhos, meu marido, minha mãe e a família do meu marido.
Nossa...como eu sinto saudades daquela época; tudo tinha um significado tão especial que não havia espaço para tristeza... depressão!
Mas, há quase 25 anos de uma separação e nunca mais casado, apenas dois namoros longos (sete e dez anos), nunca mais senti o Natal como devia sentir: um momento de nascimento. O sinto como se estivesse em um velório; tenho isso muito claro, dentro de mim!
E não importa com quem quer que eu esteja; nunca mais consegui me conectar ao Natal, como era até o ano de 2000.
E a passagem de ano, é da mesma forma: posso cantar, dançar, brindar...mas, não tem mais o brilho do novo, a expectativa de recomeçar. Tudo é mais do mesmo...entra ano sai ano...
É como se eu tivesse perdido algo, lá no final do outro século...e que jamais, tivesse conseguido reencontrar!
Neste século, além da separação, que não é fácil para ninguém, eu tive a fratura da minha lombar e tornozelo; câncer de mama e uma depressão que me acompanha, em maior ou menor grau, desde 2008...se é que não vem de antes...
Neste século, consegui encontrar a minha mãe biológica; resposta que buscava desde meus 15 anos!
Mas, por mais grata a Deus que eu possa ser, por ter conhecido a minha real história, a realidade encontrada, na família que ela construiu, é diferente demais para um convívio constante.
São hábitos e valores muito diferentes dos meus, impossibilitando uma aproximação, como costuma ser, da maioria das famílias!
Eu realmente acredito que, estes 25 anos de Natal e Réveillon, totalmente desconectada do propósito da época, seja em função da lacuna familiar: não se sentir pertencendo, dói demais!
Meus filhos e netas, nem sempre estão presentes, em função da família do pai. Neste ano, não passei nem o Natal e nem o Ano Novo com eles...e confesso: a opção foi minha!
Não sei você..mas, eu penso que, se as diferenças são maiores do que as convergências, é melhor não representar; opto por ficar sozinha do que ter que "fingir" que está tudo bem!
É lógico que pago um preço alto: o de sair na varanda e escutar muitas famílias comemorando a data em questão.
Mas, já passei inúmeros períodos destes, absolutamente sozinha e este, só foi mais um!
Mas, tenho que dizer: sinto muita falta daquela Élide, entusiasta pelo período de Natal e Ano novo...onde será que ela foi parar?..
"UFA...passou!"
Que tenhamos um 2026, pleno, em todos os aspectos: saúde, respeito, dinheiro, sonhos realizados, muita paz no coração e amor... principalmente o amor próprio!
✨ Élide Soul ✨
















