terça-feira, 21 de maio de 2013

Hoje é dia de que mesmo?.....

Dia Mundial do Desenvolvimento Cultural

Cultura é tudo aquilo de que a gente se 
lembra após ter esquecido o que leu. 
Revela-se no modo de falar, de sentar-se, 
de comer, de ler um texto, de olhar o mundo.
É uma atitude que se aperfeiçoa no contato
com a arte. Cultura não é aquilo que entra 
pelos olhos, é o que modifica seu olhar.

Micaela Trigo

Cultura é tudo aquilo de que a gente se 
lembra após ter esquecido o que leu. 
Revela-se no modo de falar, de sentar-se, 
de comer, de ler um texto, de olhar o mundo.
É uma atitude que se aperfeiçoa no contato
com a arte. Cultura não é aquilo que entra 
pelos olhos, é o que modifica seu olhar.
Micaela Trigo


E para abrirmos o mental para uma outra percepção sobre a cultura, uma matéria muito interessante da Produtora Sonia Varuzza www.diversaoearteproducoes.com.br

EDUCAÇÃO X CULTURA

Sempre me surpreendeu o fato da Educação ser tratada como algo dissociado da Cultura.
Entendo até que, tecnicamente, tem que haver uma separação por conta de verbas destinadas para uma pasta e outra; mas, no dia a dia, nas escolas e instituições, como se pode conviver com essa separação, quase ruptura?
Para o Estado, a Educação ocupa lugar de destaque; afinal, temos que pensar na construção e manutenção de escolas, num plano de carreira para os professores, livros didáticos e por aí vai...
Quanto à Cultura... Qual o papel, por exemplo, de uma Secretaria? Fazer shows? Promover concertos? Criar cursos de iniciação artística? Seminários? Encontros?
Se olharmos dessa forma, a Cultura ainda poderá ser considerada irmã da Educação; mas, uma irmã bastarda, meio esquecida, quando é, na realidade, irmã siamesa, face da mesma moeda.
Trabalhei muitos anos com teatro voltado para escolas. Bons diretores contratavam excelentes atores para exibir textos clássicos e, dessa forma, os alunos conheciam, por exemplo, textos dos principais modernistas, tendo como cenário, painéis de Anita Malfati
ou Tarcila do Amaral. Villalobos garantia a trilha sonora e, dessa forma, no curto espaço de 1 hora, podíamos apresentar um super resumo do que foi esse importante movimento.
Os alunos compareciam porque eram obrigados pelos professores ou porque “podia cair no vestibular”; desta forma, nos esforçávamos muito para conseguir transformar um momento de deleite numa forma cruel de tortura.
Nessa época, pensei em convencer os professores a tirar esse peso, essa obrigatoriedade de “entender” o texto e levar esses jovens para ver montagens que envolvessem ballets, orquestras, poesias, manifestos diversos. Acreditei que no auge da juventude, ouvir “Romeu e Julieta” de Tchaikovisky (se possível coreografado), remeteria essas criaturas em ebulição, para sua própria juventude.
Esse projeto morreu na praia; os professores precisavam justificar todas as saídas das salas de aula e, dentro de uma rotina engessante, só havia espaço para os espetáculos mais didáticos e ... olha lá!
Ainda acredito que, o objetivo da Educação, é oferecer um imenso leque cultural para todos. No caso de formação, não podemos aceitar que “se formar” signifique, literalmente, “sair da forma’; não podemos almejar construir homens e mulheres com concepções rasteiras, profissionais disformes, alimentados por uma mídia pra lá de questionável.



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